Familiares e amigos do ex-vereador Ezinho Construção realizaram uma manifestação em Alagoinha, no Agreste de Pernambuco, para cobrar justiça pelo assassinato do político, morto a tiros em abril de 2025. O ato ocorreu após a Justiça conceder liberdade provisória aos dois investigados pelo crime, na sexta-feira (9).
Os investigados deixaram a prisão sob medidas cautelares, e um deles utiliza tornozeleira eletrônica. A decisão motivou a mobilização da família, que pede esclarecimentos sobre o homicídio e a responsabilização dos envolvidos.

Manifestação também repercute na Câmara
Durante o protesto, familiares, amigos e vereadores demonstraram preocupação com a possibilidade de Marcos André dos Santos, conhecido por Marcos de Esmeralda, retornar às atividades legislativas na Câmara Municipal de Alagoinha.
A principal linha investigativa considera a hipótese de motivação política para o assassinato. No entanto, as circunstâncias do crime e as responsabilidades dos investigados ainda precisam ser esclarecidas no processo judicial. Os investigados têm direito à presunção de inocência.
Após a manifestação, o Portal Panorama conversou com vereadores sobre o pedido de retorno de Marcos de Esmeralda ao Legislativo. A Câmara convocou uma sessão extraordinária para analisar o requerimento, e seis vereadores se posicionaram contra o retorno.
A vereadora Manu Isidório afirmou que os parlamentares pretendem agir conforme a legislação e o regimento interno da Casa. Ela também criticou a possibilidade de um vereador retornar às atividades usando tornozeleira eletrônica, embora tenha reconhecido o princípio da presunção de inocência.
“Eu acho que é inaceitável e é imoral, levando em consideração sempre que existe a presunção de inocência, mas eu acho que é inaceitável um vereador retornar a uma casa legislativa munido de uma tornozeleira eletrônica”, declarou.
Família relembra sonho político de Ezinho
A manifestação também destacou a ausência de Ezinho Construção na Câmara Municipal, espaço onde ele pretendia exercer o mandato e construir um legado político.
O irmão do ex-vereador, Edson Galindo, lembrou que a entrada na política representava a realização de um sonho para Ezinho.
“Ele disse que era um sonho dele, que queria um dia deixar um legado”, relatou Edson.
Segundo a família, o ex-vereador ajudava moradores da zona rural, buscava soluções para dificuldades de acesso à água e contribuía para que pessoas conseguissem óculos. As lembranças reforçaram o apelo dos familiares por esclarecimentos sobre o assassinato.
Vereadores e amigos destacam legado
O vereador Boy de Nilza também falou sobre os impactos do crime na rotina do Legislativo municipal.
“Depois que chegaram a tirar a vida dele, nunca mais nós tivemos paz nessa Câmara”, afirmou.
A manifestação reuniu pessoas que conviveram com Ezinho e acompanharam sua trajetória política e pessoal. A família declarou que continuará cobrando respostas sobre as circunstâncias do homicídio.
Família mantém cobrança por justiça
O ato terminou com a reafirmação do pedido de esclarecimento do assassinato e de responsabilização dos envolvidos, caso as investigações e o processo judicial confirmem as responsabilidades.
Para os familiares, a cadeira vazia de Ezinho na Câmara simboliza a interrupção de seus planos políticos e a ausência deixada pelo ex-vereador. Por fim, a mobilização também mantém em evidência a expectativa da família por respostas sobre um crime que abalou a cidade.







