Laudo da PRF aponta excesso de velocidade como causa principal de tragédia com 17 mortos em Saloá

O laudo da PRF aponta que excesso de velocidade definiu o destino trágico de 17 pessoas, no acidente na BR-423, em Saloá

Laudo da PRF acidente Saloá
Laudo da PRF acidente Saloá – Foto: Reprodução

Um laudo técnico da Polícia Rodoviária Federal (PRF), concluído recentemente, aponta que o ônibus que transportava sacoleiros trafegava com excesso de velocidade, a 90 km/h no momento do acidente, em outubro de 2025. O veículo descia a perigosa Serra dos Ventos, em Saloá, onde o limite seguro para o trecho de curvas acentuadas é de apenas 60 km/h.

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De acordo com o G1, que teve acesso ao documento, a velocidade incompatível tornou impossível o controle da direção. O ônibus invadiu a contramão, colidiu contra rochas à beira da pista e, após o motorista tentar retomar a via, tombou ao atingir um barranco de areia. Além da pressão no acelerador, os peritos identificaram que a fadiga do condutor e a sinalização precária da rodovia criaram o cenário perfeito para a catástrofe.

Sinalização inadequada e possível cansaço do motorista

A perícia administrativa revelou falhas graves na infraestrutura da BR-423. Os técnicos constataram que a única placa de limite de velocidade estava em área urbana, não servindo para o trecho rural onde o ônibus tombou. Para piorar, a sinalização horizontal (pintura no asfalto) indicando 50 km/h estava tão desgastada que impedia a visualização noturna. A rodovia também carecia de alertas sobre a sinuosidade e a inclinação da serra.

No campo humano, o laudo indica que o motorista ignorou a pausa obrigatória de descanso. Ele dirigia há mais de quatro horas ininterruptas, ultrapassando o limite legal. Segundo a PRF, mesmo um curto tempo de excesso ao volante compromete a atenção e o julgamento do condutor, especialmente em trajetos críticos e com baixa iluminação.

Falta de cintos de segurança

A gravidade das lesões e o alto número de óbitos também têm explicação técnica: a maioria dos passageiros não utilizava o cinto de segurança. Embora o ônibus possuísse os dispositivos, a perícia encontrou muitos deles escondidos sob o estofamento dos bancos. Sem orientação para o uso, bem como com os equipamentos inacessíveis, muitos ocupantes foram arremessados para fora do veículo durante o impacto.

Por fim, a investigação agora segue para a Polícia Civil de Pernambuco, que utilizará os dados da PRF e o laudo do Instituto de Criminalística para determinar as responsabilidades criminais pelo acidente. O veículo havia sido fretado em Brumado (BA) e retornava do Polo de Confecções de Santa Cruz do Capibaribe quando a tragédia aconteceu.

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Clara Melo
Clara Melo
Artigos: 59

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