
O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) denuncia um psicólogo de Arcoverde acusado de violentar mulheres com a promessa de cura por meio do “sexo divino”. A polícia indicou que o suspeito teria praticado os crimes nos últimos quatro anos, no município de Arcoverde, no Sertão.
De acordo com a denúncia, Higor Vicente Tenório Ribeiro criou perfis falsos no Instagram se passando por “sensitivo” e especialista em tarô. Ele agiu dessa forma para conquistar a confiança de mulheres e convencê-las a ter relações sexuais sob o pretexto de “libertação espiritual”. Os investigadores identificaram pelo menos cinco vítimas.
“O denunciado seria a ‘estrela-guia’ das vítimas bem como o responsável pela proteção destas. Após induzir as vítimas em erro, por meio fraudulento, o investigado passava a agir de maneira obsessiva e violenta. (…) Agredia fisicamente as vítimas de forma mais intensa a cada contato, além de usar nas vítimas técnicas perversas de aplicar choque no mamilo bem como genitália das vítimas”. Descreveu, então, o promotor de Justiça Higor Alves de Araújo, responsável pela denúncia.
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Uma das vítimas que a Polícia Civil ouviu afirmou que, entre 2021 e 2024, o acusado a forçou a ter relações sexuais sem o consentimento dela. A vítima relatou ainda que ele a agredia com cinturão e a xingava. Outra mulher relatou que o acusado a abusou sexualmente após ele colocar droga na bebida dela, o que a deixou inconsciente.
“O inculpado [acusado] utilizava de seus conhecimentos profissionais, considerando exercer a profissão de psicólogo e psicanalista, para usar de artifícios que dificultam a livre manifestação das vítimas, colocando ainda mais em risco outras mulheres que vinham a se utilizar de seus serviços profissionais”, afirmou o promotor, na denúncia.
O acusado também trabalhava no Caps (Centro de Atenção Psicossocial) do município de Buíque. A prefeitura informou que exonerou o servidor após as denúncias e que ele desempenhava funções no setor administrativo e acompanhava atividades coletivas.
A polícia prendeu o acusado preventivamente no mês passado, e o Ministério Público o denunciou pelos crimes de violação sexual mediante fraude — que prevê pena de dois a seis anos de prisão — e por estupro de vulnerável (oito a 15 anos).
Na denúncia, o promotor pede ainda que o Judiciário condene o acusado a indenizar as vítimas. A 1ª Vara Criminal da Comarca de Arcoverde ainda vai decidir se aceita a denúncia.
A defesa do acusado não foi encontrada para comentar o caso. O espaço segue aberto.
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