Chuvas em Pernambuco provocaram deslizamentos e causaram mortes em áreas atingidas

As fortes chuvas que atingiram o Grande Recife e a Zona da Mata de Pernambuco nesta sexta-feira (1º) provocaram mortes, deixaram centenas de pessoas fora de casa e mobilizaram ações emergenciais dos governos estadual, municipal e federal. Ao menos quatro pessoas morreram e mais de 800 ficaram desabrigadas em sete cidades afetadas.
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Os temporais começaram ainda durante a madrugada e causaram dois deslizamentos de barreiras. No bairro de Dois Unidos, na Zona Norte do Recife, uma jovem de 24 anos e o filho morreram. Já em Olinda, uma mulher de 20 anos e um bebê de 6 meses também perderam a vida. Outras cinco pessoas ficaram feridas.


A Defesa Civil de Pernambuco contabilizou 422 desabrigados e 1.068 desalojados em todo o estado. Já a prefeitura do Recife registrou 449 moradores que precisaram deixar suas casas. Somando os dados, pelo menos 871 pessoas ficaram desabrigadas. O Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco resgatou 340 pessoas em ocorrências relacionadas às chuvas.
As autoridades distribuíram 23 abrigos para acolher a população atingida, sendo 11 organizados pelo governo estadual e 12 pela prefeitura do Recife. Os números por município mostram a dimensão do impacto:
- Recife: 449 desabrigados;
- Goiana: 146 desabrigados e 994 desalojados;
- Timbaúba: 34 desabrigados e 52 desalojados;
- Igarassu: 27 desabrigados e sete famílias desalojadas;
- Paulista: 32 desabrigados e 11 desalojados;
- Camaragibe: quatro desabrigados e 11 desalojados;
- Limoeiro: nove desabrigados.
Goiana apresentou o cenário mais crítico
Entre as cidades mais afetadas, Goiana registrou um dos cenários mais críticos. De acordo com a Agência Pernambucana de Águas e Clima, o município acumulou 214 milímetros de chuva em apenas 48 horas. O volume fez o Rio Goiana transbordar e inundar diversas residências, obrigando moradores a deixarem suas casas às pressas, muitas vezes carregando pertences na cabeça. Cerca de 400 pessoas foram levadas para abrigos municipais.
Diante da gravidade da situação, o presidente Lula anunciou, por meio das redes sociais, o envio de equipes da Defesa Civil Nacional para reforçar o atendimento às vítimas. De acordo com ele, o ministro da Integração Regional, Waldez Góes, acionou o órgão para dar suporte às cidades atingidas, incluindo o reconhecimento da situação de emergência e o envio de técnicos. Além disso, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também mobilizou a Força Nacional do SUS para atuar no socorro aos afetados.
A governadora Raquel Lyra acompanhou de perto a situação e visitou as equipes de monitoramento na sede da Apac, no Recife. Ela afirmou que o governo intensificou a atuação desde o início das chuvas, bem como mantém equipes em campo para atender a população.
Por fim, as autoridades seguem em alerta e monitoram as áreas de risco, enquanto trabalham no resgate de vítimas, assistência aos desabrigados, bem como na recuperação das áreas atingidas.
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