Arcoverde registrou Nebulosa do Haltere, um dos objetos mais conhecidos da astronomia, localizado a mais de 1.200 anos-luz da Terra

A Associação Astronômica de Arcoverde (AAA) registrou, na quinta-feira (6), imagens da Nebulosa do Haltere (M27), um dos objetos mais conhecidos da astronomia. Localizada a mais de 1.200 anos-luz da Terra, na constelação da Raposa, a nebulosa foi a primeira nebulosa planetária descoberta pela humanidade, observada pelo astrônomo francês Charles Messier em 1764.
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A imagem produzida pela associação revela as cores e os detalhes da estrutura formada por gases expelidos por uma estrela no fim de sua vida. No centro da nebulosa permanece uma anã branca, extremamente quente e densa.
Segundo Marlon Tenório, integrante e pesquisador da AAA, as diferentes cores observadas na M27 estão relacionadas aos gases ionizados presentes na nebulosa. O azul e o verde estão associados principalmente ao oxigênio, enquanto os tons avermelhados vêm do hidrogênio e do enxofre.
“Essa impressionante ‘bolha’ colorida nada mais é do que o gás expelido por uma estrela no fim da sua vida. No centro, sobrou apenas uma anã branca superdensa e quente. Suas cores vibrantes vêm desses gases ionizados: o azul/verde do oxigênio e o vermelho do hidrogênio e enxofre”, explicou Tenório à reportagem da Itapuama FM.
O pesquisador também destacou que a M27 oferece uma espécie de antecipação do futuro do Sistema Solar. “Esse é um ‘spoiler’ do universo: daqui a alguns bilhões de anos, o nosso próprio Sol vai passar por um processo muito parecido”, afirmou.
Registro utilizou equipamento especializado
Para realizar o registro, a Associação Astronômica de Arcoverde utilizou um telescópio astronômico refletor de 200 milímetros, equipado em uma montagem EQ6, além de câmeras astronômicas refrigeradas da ZWO, que apresentam alta sensibilidade à luz.
A equipe também utilizou filtros H-alfa e OIII para destacar diferentes emissões presentes na nebulosa.
A produção da imagem envolveu centenas de fotografias, com exposições individuais de três minutos. As imagens foram empilhadas em um processo conhecido como stacking, que permitiu reunir horas de dados e revelar detalhes mais tênues do objeto celeste.
Após a captura, a equipe realizou o processamento e a edição das imagens utilizando o software PixInsight.
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