
Coligação de Lula aciona TSE contra Meta, Flávio Bolsonaro e aliados por publicações
Coligação de Lula pede ao TSE investigação sobre a Meta, Flávio Bolsonaro, Pablo Marçal e aliados por supostas irregularidades envolvendo conteúdos políticos nas redes sociais.
Contra manipulação, coligação de Lula aciona TSE sobre redes sociais, criptomoedas e vídeos manipulados

A coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aciona o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a Meta, Flávio Bolsonaro (PL), Pablo Marçal e outros aliados, alegando possíveis irregularidades na circulação de conteúdos políticos nas redes sociais. As representações questionam desde a redução do alcance de publicações até o suposto uso de incentivos financeiros e vídeos manipulados nas eleições 2026.
Questionamentos sobre Facebook e Instagram
Uma das ações envolve a Meta, empresa responsável pelo Facebook e Instagram. A campanha de Lula afirma que publicações favoráveis ao presidente ou críticas a Flávio Bolsonaro teriam sofrido redução significativa de alcance ou interrupção na distribuição. Por isso, solicita que a Justiça Eleitoral examine o tratamento dado aos conteúdos políticos nas plataformas.
Projeto de criptomoedas entra na mira
Outra representação questiona o projeto Brasil 22 Token (B22). Segundo a coligação, usuários teriam recebido, por exemplo, ofertas de tokens para divulgar a iniciativa nas redes sociais. O site do projeto, por sua vez, nega que a distribuição dos ativos esteja condicionada à realização de propaganda eleitoral.
A campanha aponta possíveis indícios de abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação. Entre os pedidos, estão a suspensão do domínio e a interrupção da distribuição dos ativos digitais.
Pedidos de inelegibilidade e vídeos manipulados
Em uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), a coligação pede a cassação dos registros ou diplomas de Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar, além da declaração de inelegibilidade dos dois e de Pablo Marçal por oito anos. As medidas solicitadas dependem, todavia, de análise e decisão da Justiça Eleitoral.
Marçal também é alvo de outra representação relacionada a um vídeo que, segundo a campanha petista, teria retirado de contexto uma conversa entre Lula e Eduardo Paes. A coligação, inclusive, ainda questiona vídeos publicados no TikTok, supostamente produzidos com inteligência artificial, que poderiam induzir participantes de eventos do PT a votar no adversário.
As acusações não representam decisões judiciais definitivas. Logo, caberá ao TSE examinar os elementos apresentados, avaliar as alegações e decidir sobre os pedidos formulados pela coligação.







