Esposa atualiza estado de saúde de Wesley Leandro após transferência de Águas Belas

Paciente permanece na ala vermelha, estável, mas com o lado esquerdo do corpo totalmente paralisado; motorista da ambulância também divulgou vídeo com sua versão sobre a parada durante a transferência

Esposa atualiza estado de saúde de Wesley após transferência de Águas Belas

A esposa de Wesley Leandro Pedrosa, de 26 anos, divulgou um vídeo com novas informações sobre o estado de saúde do paciente, que foi transferido de Águas Belas para Caruaru e posteriormente encaminhado ao Recife após um quadro de AVC hemorrágico.

Segundo o relato da esposa, Wesley está estável, consegue falar, está se alimentando e apresenta boa resposta aos medicamentos. Apesar disso, ele continua com o lado esquerdo do corpo totalmente paralisado.

Ela explicou que a paralisia atinge o braço, a perna, a mão, a boca e o rosto. Por causa da condição, Wesley permanece acamado, usa fraldas e não consegue se levantar ou ir sozinho ao banheiro.

Exames foram realizados

A esposa informou ainda que os exames que estavam pendentes foram realizados. A família agora aguarda a avaliação médica para saber quais serão os próximos passos do tratamento.

Wesley continua internado na ala vermelha, sem previsão de transferência, e permanece sob monitoramento contínuo dos aparelhos.

O paciente passou pelo Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru, durante a transferência e posteriormente foi encaminhado ao Hospital da Restauração, no Recife, devido à gravidade do quadro. O HR informou que ele recebe assistência especializada da equipe de Neurocirurgia e acompanhamento multiprofissional. 

Esposa explica gravação durante parada

No vídeo, a esposa também comentou as imagens que registraram o momento em que a ambulância parou durante a transferência. Ela afirmou que permaneceu ao lado de Wesley durante todo o deslocamento e que decidiu gravar a situação diante do desespero ao encontrar o marido dentro da ambulância, com as portas abertas, enquanto a equipe estava fora do veículo.

Segundo ela, a intenção era registrar o que estava acontecendo e se resguardar diante da falta de informações sobre a situação do paciente.

A esposa afirmou ainda que, após a realização da tomografia em Caruaru, o exame apontou o AVC hemorrágico e um neurologista informou à família que Wesley precisaria ser transferido novamente, desta vez para Recife, para avaliação de um neurocirurgião.

Motorista apresenta versão sobre a parada

O motorista da ambulância também publicou um vídeo para apresentar sua versão sobre o episódio. Segundo ele, a equipe pretendia solicitar o suporte do Samu de Águas Belas caso o estado de Wesley apresentasse piora durante o trajeto.

O motorista afirmou que começou a passar mal durante o percurso entre Cachoeirinha e São Caetano e decidiu continuar dirigindo por entender que conseguiria chegar ao destino sem comprometer a segurança do transporte.

De acordo com o relato, a equipe chegou a um posto em Tupanatinga, onde já estava prevista uma parada para abastecimento, mas a ambulância do Samu ainda não havia chegado. Segundo ele, a equipe foi informada de que o Samu havia permanecido em Cachoeirinha porque outro paciente teria apresentado piora clínica.

O motorista afirmou que decidiu aguardar a chegada da equipe e que, durante a espera, fez uma refeição para tentar se recuperar antes de continuar a viagem.

Ele negou que tenha ocorrido uma demora de 30 minutos por descaso e afirmou que retomou o deslocamento assim que a equipe do Samu chegou.

Prefeitura adotou medidas administrativas

Após a repercussão das imagens, a Prefeitura de Águas Belas informou que adotou medidas administrativas. A profissional de enfermagem envolvida foi desligada, enquanto o motorista recebeu uma advertência administrativa. Segundo a gestão, a diferença nas medidas considerou as atribuições de cada profissional durante a transferência. 

O motorista também afirmou que, ao chegar ao hospital, houve um período de espera para que os pacientes fossem recebidos pela equipe da unidade e classificou o episódio como uma falha de comunicação.

Até o momento, não foi apresentada avaliação médica que estabeleça relação entre o tempo de parada durante a transferência e a evolução do quadro de saúde de Wesley. 

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