Quem são as fugitivas do 8 de Janeiro presas nos EUA após posse de Trump

Fugitivas do 8 de Janeiro Foram presas
Fugitivas do 8 de Janeiro Foram presas – Foto: Reprodução

Fugitivas do 8 de Janeiro 2023 presas nos EUA: Pelo menos quatro mulheres foragidas pelos atos extremistas que invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília (DF) foram presas ao tentar entrar ilegalmente nos Estados Unidos. Além disso, três dessas prisões ocorreram após a posse de Donald Trump, em janeiro de 2025.

Raquel de Souza Lopes

O Supremo Tribunal Federal condenou Raquel de Souza Lopes, de 51 anos, natural de Joinville (SC), a 17 anos de prisão por cinco crimes, incluindo golpe de Estado e associação criminosa. A Justiça mantém um mandado de prisão aberto contra ela no Brasil, embora Raquel negue qualquer envolvimento na destruição de bens públicos.

A ré fugiu para a Argentina em abril de 2024 e passou por Chile, Peru, Colômbia e México. Em 12 de janeiro de 2025, ela tentou entrar nos EUA por La Grulla, no Texas, onde autoridades americanas a prenderam. Seis dias depois, em 19 de janeiro, o governo dos EUA a transferiu para a Unidade de Detenção do ICE em Raymondville.

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O Supremo Tribunal Federal condenou Rosana Maciel Gomes, de 51 anos, natural de Goiânia (GO), a 14 anos de prisão por cinco crimes relacionados ao 8 de janeiro. A Justiça expediu dois mandados de prisão e uma ordem de extradição contra ela na Argentina. A ré fugiu para o Uruguai em janeiro de 2024 e seguiu para Buenos Aires, onde permaneceu até novembro. Depois, viajou para o México, até que autoridades americanas a prenderam em 21 de janeiro de 2025 ao tentar cruzar a fronteira em El Paso. Seis dias depois, o governo dos EUA a transferiu para um centro de detenção do ICE. A defesa afirma que ela apenas entrou no Palácio do Planalto e ficou chocada com a destruição dos bens públicos, sem participar do vandalismo.

Michely Paiva Alves

Michely Paiva Alves, de 38 anos, atua como comerciante em Limeira (SP). Ela responde como ré por cinco crimes relacionados ao 8 de janeiro e possui um mandado de prisão em aberto. A Polícia Federal afirma que Michely organizou e financiou um ônibus com 30 pessoas para os atos em Brasília — fato que a própria ré admitiu. No entanto, a defesa dela nega qualquer envolvimento na depredação do Congresso Nacional.

Em setembro de 2024, Michely fugiu para a Argentina. No mês seguinte, seguiu para os EUA, onde autoridades americanas a prenderam em El Paso, no dia 21 de janeiro de 2025.

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