O projeto avança com foco na sustentabilidade econômica e no atendimento direto às famílias que precisam se deslocar para outras cidades
Apresentação do panorama técnico e os desafios financeiros da implementação do centro de reabilitação de Sertânia
A enfermeira e coordenadora de planejamento de saúde de Sertânia, Silvia Renata, ocupou a tribuna livre da Câmara Municipal para apresentar o panorama técnico e os desafios financeiros da implementação do centro de reabilitação no município. De acordo com a coordenadora, o projeto — que não estava previsto no plano original da região em 2022 — agora avança com foco na sustentabilidade econômica e no atendimento direto às famílias que hoje precisam se deslocar para outras cidades.

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Conforme os dados apresentados por Silvia Renata, a rede de atenção às pessoas com deficiência é fruto de uma pactuação conduzida pela Comissão Intergestores Regional (CIR/VI Geres). O planejamento de 2022 previa centros em Arcoverde, Custódia, Ibimirim e Petrolândia. Sertânia, inicialmente, seria atendida pela unidade de Custódia.
No entanto, a coordenadora revelou que a gestão municipal iniciou, em fevereiro de 2026, um movimento para alterar esse projeto inicial. O objetivo é tornar Sertânia uma referência própria com um Centro Especializado em Reabilitação (CER) do tipo 2.
“Nenhum município possui autonomia total em saúde; a colaboração solidária é a premissa. Estamos buscando garantir que o atendimento ocorra o mais próximo possível da nossa população”, destacou Silvia Renata.
Um dos pontos centrais da fala da coordenadora foi a responsabilidade fiscal. Silvia detalhou que a manutenção de um CER-2 exige um investimento mensal de aproximadamente R$ 250 mil.
- Financiamento Federal: O Ministério da Saúde repassaria cerca de R$ 189 mil.
- Contrapartida Municipal: A prefeitura precisaria arcar com, no mínimo, 20% do valor total. Além de garantir o cumprimento de metas rígidas para evitar a desativação do serviço.
A coordenadora alertou que, como o prédio foi construído via emenda parlamentar e o projeto original não previa a unidade para o município. Com isso, a gestão trabalha agora para incluir os custos no Plano Municipal de Saúde (2026-2029) e na Lei Orçamentária Anual (LOA). Dessa forma, garantindo que o centro não feche as portas por falta de recursos após a inauguração.
Silvia Renata trouxe números precisos sobre o público-alvo da unidade. O mapeamento realizado pela saúde, educação e assistência social identifica um cenário de alta demanda em Sertânia:
- 202 crianças já realizam terapias no Centro Mensana, em Arcoverde.
- 360 crianças na rede municipal de ensino possuem laudo médico para deficiências.
- 47 crianças estão em fase de investigação diagnóstica.
- 218 crianças recebem benefícios de assistência social vinculados a deficiências.
Próximos Passos
Enquanto a estruturação física e o processo de habilitação junto ao Estado e à União avançam, a coordenadora assegurou que o atendimento não será interrompido. Atualmente, o município mantém equipes multiprofissionais (fisioterapeutas, psicólogos, fonoaudiólogos e assistentes sociais) atendendo nos territórios e no Centro Especializado da Criança e do Adolescente.
De acordo com Silvia Renata, a gestão municipal e a Secretaria de Saúde trabalham para entregar o novo serviço em pleno funcionamento. Assim, priorizando a organização técnica para que as famílias santanenses tenham um suporte especializado dentro de sua própria cidade.
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