Indústria pernambucana em alerta após decisão sobre “taxa das blusinhas”
Raquel Lyra reage após indústria pernambucana entrar em alerta e discute medidas para proteger empregos

O governo federal deixou a indústria pernambucana em alerta, com a extinção da tributação federal sobre remessas internacionais de pequeno valor reacendendo a preocupação entre empresários da indústria têxtil e de confecções em Pernambuco. No agreste, sobretudo, onde está localizado um dos maiores polos de produção de moda do Brasil, o setor teme impactos diretos na competitividade, na geração de empregos e na renda de milhares de famílias.
O Polo de Confecções do Agreste reúne mais de 14 mil empreendimentos e movimenta cerca de R$ 5 bilhões por ano. A cadeia produtiva abrange municípios como Santa Cruz do Capibaribe, Toritama e Caruaru, além de dezenas de cidades que dependem economicamente da atividade. Mais de 90% das empresas instaladas no polo são micro e pequenos negócios, responsáveis por sustentar milhares de postos de trabalho formais e informais.
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Com a flexibilização da tributação sobre compras internacionais, especialmente de produtos vindos de plataformas asiáticas, empresários temem uma concorrência considerada desigual. Embora a medida beneficie diretamente o consumidor, que poderá adquirir produtos mais baratos, representantes do setor avaliam que a economia regional pode sofrer consequências significativas.
A preocupação é que a redução da carga tributária sobre produtos importados aumente a pressão sobre fabricantes locais, que enfrentam custos elevados de produção, tributação, logística e mão de obra. O receio é de diminuição nas vendas, fechamento de pequenos negócios e impactos na empregabilidade.
Raquel Lyra inicia diálogo com setor de confecções
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, afirmou que já iniciou diálogo com representantes do setor de confecções. Segundo ela, uma reunião com associações do polo está prevista para o próximo dia 20.
“Comecei já a conversar com o setor de confecções de Pernambuco. Eles já vão se reunir no próximo dia 20 com todas as associações. São inúmeros municípios, pelo menos 40 com uma área de influência direta. Vamos ouvir o setor e levar ao governo federal ponderações e desafios que a gente precisa enfrentar para manter”, destacou a gestora estadual.
Raquel Lyra também ressaltou que o setor enfrenta uma pesada carga tributária e custos elevados de produção, enquanto plataformas internacionais operam com menor incidência de impostos, o que pode comprometer a competitividade da indústria pernambucana.
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