Mulher registra boletim após contestar reprovação em prova prática de moto no Detran de Arcoverde

Mulher afirma que foi reprovada duas vezes por infrações que diz não ter cometido e questiona conduta de examinadora durante teste de habilitação

Mulher registra boletim após reprovação em prova no Detran de Arcoverde
Mulher registra boletim após reprovação em prova no Detran de Arcoverde – Foto: Reprodução

Uma candidata à habilitação da categoria A registrou um boletim de ocorrência após contestar o resultado de uma prova prática de moto realizada neste sábado (26), na Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) de Arcoverde. Segundo ela e o marido, Sidney Sérgio, a mulher teria sido prejudicada durante a avaliação por uma examinadora do Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (Detran-PE).

De acordo com o relato do casal, esta foi a segunda vez que Luedja Geiziane realizou a prova prática e recebeu uma reprovação que considera injusta. Eles afirmam que as infrações apontadas pela examinadora não teriam ocorrido.

Candidata contesta resultado

Segundo Luedja, durante a primeira avaliação, a examinadora teria interrompido sua concentração em diferentes momentos. Ela relata que, durante o percurso, a profissional pediu que ela parasse enquanto trabalhadores realizavam a poda de uma árvore no local.

A candidata afirma ainda que, ao final do exame, esqueceu de baixar a viseira do capacete, mas sustenta que realizou o restante do percurso normalmente.

Após a reprovação, ela afirma que procurou o Detran para questionar o resultado e foi orientada a buscar seus direitos ou realizar um novo teste. Segundo o casal, o novo exame só ocorreu cerca de quatro meses depois.

Na segunda avaliação, realizada neste sábado, Luedja afirma que a examinadora teria determinado que ela parasse e alegado que a candidata havia passado por cima de um cone. Ela nega ter tocado no obstáculo e afirma possuir um vídeo gravado pelo marido que, segundo ela, mostra que a moto passou distante do cone.

A candidata também contesta a alegação de que teria colocado o pé no chão durante o percurso. Segundo ela, isso ocorreu somente depois que a própria examinadora determinou que parasse.

Polícia foi acionada

Diante do questionamento sobre o resultado, o casal acionou a Polícia Militar. Os policiais acompanharam a situação e conversaram com a candidata e um dos examinadores presentes no local.

Segundo o relato do casal, houve um desentendimento durante a conversa. A situação posteriormente foi levada à delegacia, onde foi registrado um boletim de ocorrência relatando a suposta falha na avaliação da prova prática.

Luedja também afirma que solicitou acesso às imagens das câmeras de segurança do local para verificar o momento da prova. Segundo ela, foi informada de que o acesso dependeria de solicitação formal e pagamento de uma taxa, além de análise das imagens por setores responsáveis.

A candidata afirma que pretende ter acesso às gravações para verificar se as infrações apontadas pela examinadora realmente ocorreram.

Candidata pede acesso às imagens

Luedja afirma que, caso as imagens comprovem que cometeu alguma infração, está disposta a reconhecer o erro e realizar uma nova prova. No entanto, sustenta que as gravações podem demonstrar que não derrubou ou passou por cima do cone.

O casal também questiona a conduta adotada durante o atendimento e pede que as imagens das câmeras sejam analisadas.

A reportagem procurou o Detran-PE para obter um posicionamento sobre a reclamação, os critérios utilizados na avaliação, o acesso às imagens das câmeras e a possibilidade de revisão do resultado. O espaço permanece aberto para manifestação do órgão e dos profissionais envolvidos.

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