Outubro é considerado o mês mais quente da história, aponta Copernicus

Temperatura média global ficou 1,75°C acima dos níveis pré-industriais; especialistas alertam para os impactos da crise climática às vésperas da COP 31.

Outubro mais quente da história
Outubro mais quente da história – Foto: Reprodução

Outubro de 2026 foi o mês mais quente já registrado na história, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (6) pelo Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus, da União Europeia. A temperatura média global ficou 1,75°C acima dos níveis pré-industriais, período utilizado como referência para medir o avanço do aquecimento global.

Esse foi o terceiro mês consecutivo em que a temperatura média do planeta ultrapassou o limite de 1,5°C estabelecido pelo Acordo de Paris. O resultado reforça os alertas de cientistas e ambientalistas sobre o avanço da crise climática.

Segundo um porta-voz da Organização das Nações Unidas (ONU), o aumento das temperaturas em algumas regiões do planeta também sofre influência do fenômeno El Niño. A expectativa é que o fenômeno continue afetando os padrões climáticos neste fim de 2026, com consequências para economias, ecossistemas e comunidades em diferentes partes do mundo.

2026 pode entrar para a lista dos anos mais quentes

Cientistas alertam que o aquecimento global acima de 1,5°C aumenta significativamente os riscos de eventos climáticos extremos, como ondas de calor severas.

De acordo com o Copernicus, é praticamente certo que a temperatura média global de 2026 também ultrapasse o limite estabelecido no Acordo de Paris. Além disso, as projeções indicam 80% de probabilidade de o ano terminar como o segundo mais quente já registrado, atrás apenas de 2024.

COP 31 reúne líderes mundiais na Turquia

Os dados foram divulgados às vésperas da 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 31), que começa na segunda-feira (9), na Turquia. O encontro reunirá representantes de diversos países para discutir medidas de enfrentamento ao aquecimento global.

A diretora de Políticas Públicas da organização The Nature Conservancy, Karen Oliveira, destacou a importância da participação da sociedade nas cobranças por medidas mais efetivas de combate à crise climática.

“Mais do que nunca, é muito importante que a sociedade como um todo também faça o papel de pressão, ou seja, a tomada de decisão, não só os governos que vão estar lá negociando, mas é toda a sociedade que está sendo impactada pela mudança do clima e que precisa realmente de resultados mais rápidos para conseguir viver de forma sustentável e adequada dentro desse nosso cenário”, afirmou.

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