Conta de água ficará mais cara em Pernambuco após Arpe homologar reajuste de 8,85% para Aqua Pernambuco

Arpe homologou o aumento antes do início das operações da concessionária, previsto para 23 de novembro

Água ficará mais cara em Pernambuco após reajuste
Água ficará mais cara em Pernambuco após reajuste – Foto: Reprodução

As tarifas de abastecimento de água e esgotamento sanitário nas áreas de Pernambuco atendidas pela concessionária privada Aqua Pernambuco terão reajuste de 8,85%. A Agência de Regulação de Pernambuco (Arpe) homologou o índice por meio da Resolução nº 360, de 3 de novembro de 2026, publicada na quarta-feira (4).

A autorização ocorreu antes do início das operações da empresa, previsto para 23 de novembro. No entanto, a homologação não significa aumento imediato nas contas dos consumidores. A aplicação dos novos valores depende do cumprimento das condições previstas no contrato de concessão e de um prazo mínimo de 30 dias.

O índice técnico calculado pela agência foi de 14,58%, com base na variação do IPCA entre setembro de 2023 e julho de 2026. Após a aplicação do desconto contratual de 5% sobre a tarifa de referência, o reajuste efetivo ficou em 8,85%.

A medida alcança os serviços concedidos à BASA Saneamento Ambiental S.A., que opera com o nome comercial Aqua Pernambuco e ficará responsável pela distribuição de água e pelo esgotamento sanitário nos municípios previstos em seu contrato.

Operação começa em novembro

A transferência dos serviços para a iniciativa privada estava inicialmente prevista para outubro, mas foi adiada por quatro semanas. A nova data definida para o início das operações da Aqua Pernambuco e da Vita Sertão é 23 de novembro.

Além do reajuste, a resolução estabelece a suspensão, por 90 dias a partir do início da operação, da nova tabela de serviços complementares cobráveis. Durante esse período, os consumidores continuarão pagando os valores anteriormente praticados para esses serviços.

Pedro Campos critica reajuste antecipado

A autorização provocou críticas do deputado federal Pedro Campos (PSB-PE), que questionou a decisão de homologar o aumento antes do início das atividades da concessionária.

“A gente alertou e a conta chegou mais cara para o povo pagar. A tarifa aumenta quase 9%, mas a empresa privada nem começou a trabalhar. A população não pode pagar por decisões mal planejadas pelo Governo do Estado, com uma privatização que encarece a conta sem garantir melhorias no serviço”, afirmou.

O parlamentar também declarou que continuará fiscalizando o cumprimento do contrato de concessão e as decisões relacionadas à transferência dos serviços. Segundo ele, a população precisa receber melhorias no abastecimento de água e no esgotamento sanitário sem enfrentar aumentos excessivos nas tarifas.

A homologação do reajuste, portanto, antecede o início da operação da concessionária, mas a cobrança dos novos valores ainda depende das condições estabelecidas pela Arpe e pelo contrato de concessão.

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