
Uma articulação internacional conduzida pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e pelo influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo tem preocupado autoridades brasileiras e aprofundado a crise jurídica que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Embora se apresente como uma reação política. O movimento tem sido interpretado por investigadores como uma tentativa de ampliar a pressão sobre instituições brasileiras. Com isso, interferir diretamente no curso de investigações em andamento.
A ofensiva ganhou novos contornos após a nota publicada por Eduardo Bolsonaro na quarta-feira (30). Nesse sentido, na qual ele considerou “legítima” a tarifa de 50% imposta pelo governo de Donald Trump a produtos brasileiros. Enquanto o Itamaraty trabalha para reverter o tarifaço, Eduardo optou por apoiar a medida, reforçando o discurso de confronto com autoridades do Brasil.
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Ainda que houvesse expectativa de um recuo estratégico, o que se observa é justamente o oposto. Segundo fontes ligadas ao núcleo bolsonarista, não apenas Eduardo como também familiares próximos estão dispostos a intensificar os ataques. Além disso, os recados direcionados a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a policiais federais e a outras autoridades devem continuar se multiplicando nos próximos dias.
Como se não bastasse, a mobilização nos bastidores teria como objetivo pressionar ainda mais os Estados Unidos a adotar sanções unilaterais contra ministros do Supremo, a exemplo do que já ocorre com a Lei Magnitsky — o que, segundo investigadores, criaria um ambiente de ainda maior instabilidade e inviabilizaria negociações bilaterais entre os dois países.
E esse movimento não acontece sem consequências. Antes mesmo da nova investida internacional, Jair Bolsonaro já enfrentava um cenário jurídico delicado. Contudo, com a escalada das pressões e a tentativa de constranger o Judiciário brasileiro em foros internacionais, a situação da família se agrava significativamente.
Investigadores ouvidos pelo blog afirmam que há farto material probatório reunido contra Eduardo Bolsonaro. Ele pode ser preso ao retornar ao Brasil, sob acusação de coação no curso do processo. A acusação também poderia alcançar Jair Bolsonaro, que, além de responder pelas investigações relativas à tentativa de golpe de Estado, passaria a ser enquadrado por tentativa de obstrução de Justiça.
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