Buíque ganha os novos vereadores Cícero de Felinho, Rodrigo da Ótica, Viviana de Zé Leobino, Leonardo de Gilberto e Elson Francisco.

A Justiça Eleitoral de Pernambuco concluiu, nesta quarta-feira (29), a retotalização dos votos das eleições municipais de 2024 em Buíque, no Agreste, e, dessa forma, oficializou uma nova composição para a Câmara de Vereadores. Com isso, Buíque ganha novos vereadores. A medida decorre de decisão judicial que cassou mandatos ligados ao MDB por fraude à cota de gênero.
A recontagem dos votos foi realizada pelo Cartório Eleitoral da comarca em cumprimento à sentença que julgou procedente uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), movida por suplentes e lideranças políticas locais. A decisão reconheceu que o MDB utilizou candidaturas femininas fictícias apenas para cumprir formalmente a cota mínima de 30%, sem efetiva participação na disputa.
Como consequência, toda a chapa foi anulada, e os votos atribuídos ao partido foram considerados nulos, exigindo o recálculo do quociente eleitoral e das vagas no Legislativo.
Com a atualização do sistema de totalização, passam, portanto, a ocupar cadeiras na Câmara Municipal:
- Cícero Edson da Silva (Cícero de Felinho da Serrinha), com 976 votos;
- Rodrigo de Souza Carvalho (Rodrigo da Ótica), com 818 votos;
- Viviana Gomes da Silva (Viviana de Zé Leobino), com 761 votos;
- Leonardo César Arcoverde de Souza (Leonardo de Gilberto), com 667 votos;
- Elson Francisco e Silva, com 583 votos.
Parte dos eleitos assume pelo quociente partidário, enquanto outros ingressam pela média, conforme prevê a legislação eleitoral. Entre os novos parlamentares, há também autores da ação judicial que resultou na cassação da chapa.
Por outro lado, deixam a Câmara os vereadores Aline de André de Toinho, Daidson Amorim, Dodó, Peba do Carneiro e Preto Kapinawá, diretamente atingidos pela decisão.
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A retotalização consolida, portanto, um novo cenário político no município, com impacto imediato na correlação de forças do Legislativo local. A expectativa agora se concentra na cerimônia de posse dos novos vereadores, que deve ocorrer nos próximos dias.
No entanto, as partes ainda podem contestar a decisão por meio de recursos nas instâncias superiores da Justiça Eleitoral.
Em Pernambuco e em outras regiões do país, casos de fraude à cota de gênero têm ocorrido com frequência, o que leva a Justiça Eleitoral a adotar rigor crescente. O entendimento consolidado é de que a cota deve garantir participação feminina real, e não apenas formal, sob pena de anulação de toda a chapa partidária.
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