Comitê de defesa do Canal do Sertão reúne lideranças em Petrolina e reforça mobilização por segurança hídrica

O Comitê de Luta em Defesa do Canal do Sertão promoveu uma audiência pública em Petrolina e reuniu mais de 200 lideranças dos Sertões Central, do Araripe e do São Francisco para fortalecer a mobilização em defesa da implantação da obra. O encontro ocorreu no auditório da Codevasf e contou com a participação de representantes políticos, gestores e membros da sociedade civil.
Um dos coordenadores do comitê, o ex-deputado estadual e pré-candidato a deputado federal Antonio Fernando destacou a importância da mobilização em torno do projeto, que busca ampliar a segurança hídrica no semiárido pernambucano. Ao final da audiência, os participantes aprovaram a “Carta dos Sertões”, documento que reforça o apoio à construção do Canal do Sertão.
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Na sexta-feira (26), o comitê recebeu a confirmação de que o documento será encaminhado diretamente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A senadora Teresa Leitão (PT), que assumiu a liderança do Governo no Senado, recebeu a carta e se comprometeu a entregá-la ao presidente da República. Teresa Leitão atuou ao lado de Antonio Fernando na Assembleia Legislativa de Pernambuco e já acompanhava a defesa do projeto durante a atuação do ex-deputado na Alepe.
A audiência pública também contou com a presença da deputada estadual Socorro Pimentel, presidente da Comissão Especial em Defesa do Canal do Sertão da Assembleia Legislativa de Pernambuco.
O projeto prevê a captação de água do Lago de Sobradinho, na Bahia, para abastecer 17 municípios, sendo Casa Nova, na Bahia, e os municípios pernambucanos de Ouricuri, Araripina, Ipubi, Bodocó, Exu, Moreilândia, Granito, Cedro, Serrita, Parnamirim, Santa Cruz, Dormentes, Afrânio, Santa Filomena, Trindade e Petrolina. Além do abastecimento humano, a proposta contempla o fornecimento de água para a pecuária e para a irrigação.
Segundo o Comitê de Luta em Defesa do Canal do Sertão, a obra poderá se tornar o maior projeto hídrico da história de Pernambuco. O canal deverá abranger uma área de aproximadamente 33 mil quilômetros quadrados, beneficiar mais de 800 mil habitantes. Além de gerar cerca de 500 mil empregos diretos, bem como indiretos e movimentar mais de R$ 15 bilhões por ano na economia regional.
Os defensores do projeto também afirmam que a implantação do Canal do Sertão poderá ampliar a viabilidade econômica da Ferrovia Transnordestina. Especialmente no trecho entre Salgueiro e Suape, ao aumentar o potencial de produção agrícola, bem como a oferta de cargas para o transporte ferroviário.
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