VÍDEO: Crise na Câmara de Arcoverde se agrava após presidente apresentar novos pedidos de cassação contra vereadores da base

Sessão marcada por acusações e pedidos de cassação intensifica crise política na Câmara de Arcoverde

Crise política câmara de Arcoverde
Crise política câmara de Arcoverde – Foto: João Filho/Rádio Itapuama

A crise política na Câmara de Arcoverde ganhou novos desdobramentos durante a sessão desta segunda-feira (25), após o presidente da Casa, vereador Luciano Pacheco (MDB), protocolar três novos pedidos de cassação contra parlamentares que integram a própria base legislativa. As denúncias atingem os vereadores Célia Galindo, Heriberto do Sacolão e Rodrigo Rôa e ampliam o cenário de tensão institucional que já envolve o Legislativo municipal.

O movimento acontece em meio ao processo de cassação enfrentado pelo próprio Luciano Pacheco e elevou o nível dos embates políticos dentro da Casa James Pacheco. Nos bastidores, vereadores já admitem desgaste institucional provocado pela sequência de denúncias. Além das disputas internas e questionamentos sobre a condução dos trabalhos legislativos.

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Contra a vereadora Célia Galindo, a denúncia menciona uma ação civil pública por improbidade administrativa relacionada ao suposto uso de veículo oficial da Câmara para fins particulares. A acusação é referente ao período em que ela presidiu o Legislativo, entre 2017 e 2020. O episódio envolve um acidente com um carro oficial que estaria sendo utilizado por um familiar da parlamentar.

Durante a sessão, Célia afirmou não ter objeções à leitura da denúncia apresentada contra ela e destacou que o caso já vem sendo discutido na esfera judicial.

Já o pedido de cassação contra Rodrigo Rôa aponta suposta incompatibilidade relacionada à existência de contratos entre uma empresa registrada em seu nome e a Prefeitura de Arcoverde. De acordo com a denúncia apresentada, a situação poderia configurar impedimento previsto no Regimento Interno da Câmara.

Ao se pronunciar no plenário, Rodrigo contestou as acusações e afirmou possuir documentação que comprovaria a legalidade das atividades empresariais. O vereador também criticou o ambiente político dentro da Casa e classificou o momento como de perseguição.

Durante sua fala, Rodrigo apresentou um requerimento condicionando um eventual afastamento do mandato à aprovação do processo de cassação contra ele.

“Faço aqui um requerimento, presidente. Caso meu processo de cassação seja aprovado por esta digna Câmara, eu peço afastamento da Câmara de Vereadores por 90 dias para que me investigue. Eu não estou me escondendo, estou querendo deixar a Casa livre para tomar atitudes, para tomar decisões. Se eu sou culpado, me condenem”, declarou.

Com isso, Rodrigo não anunciou afastamento imediato do mandato. O pedido apresentado por ele prevê licença de 90 dias apenas na hipótese de o processo de cassação avançar. Ou seja, ser aceito pela comissão preliminar responsável pela análise.

O vereador Heriberto do Sacolão também passou a ser alvo de pedido de cassação. A denúncia está relacionada ao aluguel de um imóvel à Prefeitura de Arcoverde. No imóvel atualmente funciona o Centro Especializado em Reabilitação (CER), no bairro São Cristóvão. De acordo com o documento protocolado, o imóvel estaria registrado em nome do parlamentar, fato que passou a ser questionado politicamente dentro da Câmara.

Outras denúncias

Durante a sessão, Luciano Pacheco afirmou ainda possuir outras denúncias envolvendo supostos casos de assédio, rachadinha, bem como outras situações. No entanto, declarou que apenas encaminha documentos que chegam oficialmente ao seu gabinete.

O presidente também sinalizou que poderá recorrer à Justiça caso entenda que vereadores tenham agido contra sua confiança política.

Outro elemento que chamou atenção foi a presença de vereadores de municípios de Pernambuco e Alagoas acompanhando a sessão. Dessa forma, o que aumentou a repercussão política do encontro.

Agora, a expectativa se concentra na análise jurídica dos pedidos de cassação e nas decisões que poderão ser tomadas pela Mesa Diretora e pelas comissões responsáveis pelos procedimentos. Até o momento, não foi divulgado oficialmente um cronograma para avaliação dos casos.

O episódio representa mais um capítulo da instabilidade política que marca a atual legislatura em Arcoverde e deve gerar novos desdobramentos políticos, administrativos e judiciais nos próximos dias.

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