Filiação de Flávio Bolsonaro ao Missão vira alvo de acusações e investigação

Senador Flávio Bolsonaro contesta versão do Partido Missão sobre filiação, e troca de acusações leva Polícia Judiciária a investigar o caso

Filiação de Flávio Bolsonaro ao Missão vira alvo de acusações e investigação
Filiação Flávio Bolsonaro ao Missão gera controvérsia política e questionamentos sobre registro no sistema eleitoral. Foto: Reprodução.

Filiação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao partido Missão virou alvo de acusações e investigação nesta quinta-feira (13). O episódio provocou uma disputa política entre o parlamentar e Renan Santos, candidato da legenda à Presidência da República, além da abertura de procedimentos para esclarecer como alguém realizou o cadastro no sistema eleitoral.

Renan Santos afirmou que alguém pode ter registrado a filiação de forma deliberada para gerar exposição política ao senador. Segundo ele, registros técnicos apontariam que o procedimento teria ocorrido a partir do e-mail oficial de Flávio Bolsonaro. O candidato também desafiou o senador a apresentar os dados de acesso e os logs do sistema em uma eventual acareação acompanhada pela imprensa.

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Flávio Bolsonaro confirmou que seu nome apareceu como filiado ao Missão no sistema da Justiça Eleitoral, mas negou ter autorizado a alteração. Nas redes sociais, o senador classificou o episódio como fraude e afirmou que o caso não deverá interferir em sua candidatura.

A direção do Missão informou que comunicou o gabinete do parlamentar sobre a filiação desde 2 de agosto. Um relatório técnico elaborado pela equipe de tecnologia do partido, por exemplo, aponta indícios de que um terceiro ainda não identificado realizou o cadastro.

Entre as inconsistências identificadas estão um CPF que não corresponderia ao de Flávio Bolsonaro e um endereço aparentemente fictício: “Rua Dos Bandidos, nº 666, Bairro Miliciano”. Para o partido, os dados reforçam a hipótese de uso indevido das informações do senador.

Caso gera inquérito pela Polícia Judiciária

O caso chegou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O presidente da Corte, ministro Kássio Nunes Marques, encaminhou uma representação à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) e determinou a abertura de inquérito pela Polícia Judiciária.

A investigação deverá esclarecer, inclusive, a origem do cadastro, quem realizou o procedimento, quais dados foram utilizados e se houve uso indevido de informações. Enquanto a apuração não é concluída, Flávio Bolsonaro sustenta ter sido vítima de fraude, enquanto Renan Santos questiona a possibilidade de uma ação deliberada para provocar repercussão política.

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