
A coligação Frente Popular de Pernambuco, do candidato ao Governo do Estado João Campos (PSB), apresentou nesta terça-feira (29) um aditamento à representação já protocolada na Justiça Eleitoral contra Amisadai Andrade. A medida ocorreu após a divulgação de novos trechos de um vídeo em que Amisadai aparece discutindo pagamentos para uma rede de perfis digitais.
Segundo informações do Diario de Pernambuco, a gravação mostra uma reunião de Amisadai com José Roberto Júnior e Rodolfo Costa, apontados como sócios do Portal de Prefeitura. Nos novos trechos, os participantes conversam sobre a produção e a remuneração de conteúdos distribuídos por perfis parceiros.
Coligação pede investigação sobre fluxo financeiro
No documento apresentado à Justiça, a Frente Popular solicita que os novos conteúdos sejam incorporados à apuração e que o fluxo financeiro citado nas conversas também seja investigado. A coligação pede ainda a análise de uma eventual participação de outras pessoas na estrutura mencionada nas gravações.
A representação também solicita a análise de repasses realizados pelo Governo de Pernambuco ao Portal de Prefeitura ao longo de 2026. Entre as medidas requeridas estão a preservação de dados digitais, eventual quebra dos sigilos bancário e fiscal e a oitiva de pessoas mencionadas nas reportagens.
Os pedidos, no entanto, ainda dependem de decisão judicial. A apresentação da representação e das alegações feitas pela coligação não significa que os crimes ou irregularidades citados estejam comprovados.
Defesa nega “gabinete do ódio”
A defesa de Amisadai Andrade nega a existência de um “gabinete do ódio”. Em declaração ao Diario de Pernambuco, o advogado Luiz Rocha reconheceu que o cliente utilizou falas consideradas inadequadas, mas afirmou que Amisadai teria exagerado sua capacidade de influência durante uma negociação comercial.
O caso permanece sob análise da Justiça Eleitoral, que deverá decidir sobre os pedidos apresentados pela coligação.







