A greve dos caminhoneiros é convocada após o Senado não avançar na análise da MP do Frete, que trata do piso do frete, do piso salarial e de novas regras para o setor

Greve dos caminhoneiros é convocada pelo líder da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), conhecido como “Chorão”, assustando políticos e empresários. A decisão ocorreu, sobretudo, após o impasse no Senado sobre a votação da Medida Provisória (MP) do Frete. Por isso, a categoria intensificou a pressão para que a proposta avance no Congresso Nacional.
Na última semana, representantes dos caminhoneiros acompanharam as discussões no Senado e cobraram a inclusão desuas propostas na pauta de votação. A medida trata de temas considerados essenciais para o setor, entre eles o piso mínimo do frete, a definição de um piso salarial para os motoristas e a aplicação de penalidades para quem descumprir as regras estabelecidas.
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MP pode perder validade
Apesar da expectativa da categoria, o Senado ainda não votou a Medida Provisória do Frete. Se os parlamentares não analisarem o texto até esta quinta-feira (16), a proposta perderá a validade. Com isso, o Congresso precisará reiniciar toda a tramitação legislativa. Como consequência, o processo ficará mais demorado e aumentará a incerteza sobre as medidas reivindicadas pelos caminhoneiros.
Segundo representantes do movimento, o principal entrave para o avanço da MP é o impasse entre os interesses da categoria e os setores industrial e do agronegócio. Esses segmentos argumentam que a adoção das novas regras poderá elevar os custos do transporte de cargas, refletindo diretamente no preço dos produtos.
Paralisação nos portos
Em vídeo divulgado nas redes sociais, “Chorão” afirmou que a categoria decidiu iniciar uma paralisação nos portos como forma de pressionar o Congresso Nacional.
“Há duas semanas a gente vem lutando para que o Senado coloque na pauta para ser votado e até agora nada. Foi feita uma deliberação, os portos irão parar”, declarou o líder da Abrava.
A paralisação já ocorre em alguns pontos do Brasil. No entanto, o movimento ainda não provoca grandes transtornos à população. O transporte de cargas segue normalmente na maior parte do país. Além disso, o fluxo de serviços permanece dentro da normalidade, sem registros de impactos significativos no abastecimento ou na circulação de mercadorias.
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