Justiça multa quatro deputados de PE por propaganda antecipada

Raquel Lyra é alvo de ações na Justiça Eleitoral e de investigação da Polícia Civil após conteúdos e cartazes com críticas e acusações contra a governadora.

Justiça eleitoral e polícia apuram ataques a Raquel Lyra
Justiça eleitoral condena deputados por propraganda eleitoral antecipada – Foto: Reprodução

Justiça eleitoral e polícia civil apuram ataques a Raquel Lyra – A Justiça Eleitoral condenou quatro deputados estaduais de Pernambuco ao pagamento de R$ 10 mil cada por propaganda eleitoral antecipada negativa contra a governadora Raquel Lyra (PSD), que é pré-candidata à reeleição. A decisão foi assinada na segunda-feira (31) pelo desembargador eleitoral Luiz Gustavo Mendonça de Araújo, do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE).

Foram condenados os deputados Romero Albuquerque (PSB), Cayo Albino (PSB), Álvaro Porto (MDB) e Junior Matuto (Republicanos). A representação partiu do diretório estadual do PSD, partido de Raquel Lyra. Segundo informações do Diario de Pernambuco, a decisão também manteve integralmente uma liminar que determinou a remoção e a indisponibilidade do conteúdo publicado nas redes sociais.

Vídeo associou governadora à precariedade na saúde

O processo trata de um vídeo da série “Familhão”, publicado no Instagram por perfis ligados ao deputado Romero Albuquerque. Com cerca de um minuto e 20 segundos, o material utiliza personagens produzidos por inteligência artificial e apresenta uma encenação ambientada em um hospital.

Na gravação, a imagem de Raquel Lyra, da vice-governadora Priscila Krause (PSD) e do ex-prefeito Miguel Coelho (União Brasil) aparece associada a uma representação de superlotação e precariedade na rede pública de saúde de Pernambuco.

A decisão também aponta que a publicação utilizava a expressão “governo de fachada” e sugeria que as reformas realizadas pelo governo estadual nos hospitais públicos seriam apenas aparentes.

Em nota, o deputado Junior Matuto afirmou que recebeu a decisão “com serenidade” e informou que vai recorrer da sentença. O deputado Álvaro Porto decidiu não se pronunciar. O Diario de Pernambuco informou que tenta contato com os demais parlamentares envolvidos.

Polícia Civil investiga cartazes contra Raquel no Recife

Justiça eleitoral e polícia apuram ataques a Raquel Lyra

Em outro episódio envolvendo ataques à governadora, a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) instaurou um inquérito para investigar cartazes anônimos espalhados pelo Recife com conteúdo contra Raquel Lyra.

Os materiais começaram a circular no domingo (30). Após tomar conhecimento dos cartazes, a governadora registrou boletins de ocorrência por meio da Delegacia pela Internet. A Polícia Civil registrou o caso como calúnia e colocou a investigação sob responsabilidade da 1ª Delegacia Seccional de Santo Amaro, no Recife.

Segundo a corporação, as diligências já começaram para identificar os responsáveis pela produção e distribuição dos materiais e esclarecer as circunstâncias do caso.

Raquel também se manifestou nas redes sociais. Em um vídeo publicado no domingo, a governadora pediu respeito à família, aos filhos e à memória do marido, que morreu em 2021.

Campanha acionou Polícia Federal

O episódio também provocou reações no meio político pernambucano. Aliados e adversários manifestaram solidariedade à governadora, principalmente em razão das referências a questões familiares presentes nos cartazes.

A vice-governadora Priscila Krause publicou um vídeo em apoio a Raquel e afirmou que o episódio ultrapassou os limites do debate político.

Além do registro feito na Polícia Civil, a campanha de Raquel informou que levou o caso à Polícia Federal (PF). Procurada, a corporação não confirmou se recebeu a ocorrência.

A coligação Pernambuco de Coração também informou que pretende acionar o Ministério Público Eleitoral (MPE) para pedir a apuração dos fatos e a identificação dos responsáveis.

A investigação deverá apurar a origem dos cartazes, quem produziu e financiou o material e como ocorreu a distribuição pelas ruas do Recife. O caso ocorre em meio à movimentação política para as eleições de 2026 e amplia as discussões sobre os limites da propaganda eleitoral e dos ataques entre grupos políticos.

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