Religioso Pe. Airton responderá aos processos em liberdade, mas continua impedido de realizar atividades religiosas

A Justiça de Pernambuco revogou a prisão domiciliar do padre Airton Freire, que passará a responder às ações penais em liberdade. Apesar da decisão, o sacerdote continuará submetido às medidas cautelares impostas pela Justiça, entre elas a proibição de exercer atividades religiosas, de fazer publicações nas redes sociais sobre as ações judiciais e outras restrições relacionadas ao andamento dos processos. Além disso, suas funções eclesiásticas permanecem suspensas.
A decisão foi assinada pelo juiz Guilherme Oliveira, que considerou haver excesso de prazo na instrução processual. O magistrado destacou que a defesa não foi responsável pelos sucessivos adiamentos do processo e observou que Airton Freire permaneceu em prisão domiciliar por cerca de dois anos e 11 meses sem descumprir nenhuma determinação judicial.
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Para o juiz, diante da atual fase da ação penal, a manutenção da prisão preventiva deixou de ser proporcional, motivo pelo qual determinou a revogação da medida.
Mesmo em liberdade, o padre seguirá submetido a medidas cautelares impostas pela Justiça. Entre elas, estão a proibição de manter contato com a denunciante, de exercer qualquer atividade religiosa e de fazer publicações nas redes sociais sobre os processos. Além disso, suas funções eclesiásticas permanecem suspensas, impedindo seu retorno ao exercício do ministério sacerdotal enquanto as ações judiciais seguem em tramitação.
O caso ganhou repercussão nacional em 2023, quando a polícia prendeu preventivamente o fundador da Fundação Terra após denúncias de violência sexual. Em agosto daquele ano, a Justiça converteu a prisão em domiciliar.
Em março de 2026, a Justiça absolveu Airton Freire em uma das ações penais relacionadas ao caso. Na ocasião, o Ministério Público de Pernambuco informou que recorreria da decisão. Outros processos continuam em andamento e a Justiça permanece analisando os casos.
A revogação da prisão domiciliar não encerra as ações judiciais. Airton Freire continuará respondendo aos processos em liberdade até o julgamento definitivo de cada um deles, permanecendo sujeito às medidas cautelares determinadas pela Justiça.
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