Governadora Raquel Lyra precisa equilibrar interesses de partidos e lideranças na definiçãoda de candidatos ao senado, diante de um desafio contra o tempo

Raquel Lyra e os seus candidatos ao senado voltam ao centro das articulações políticas para as eleições de 2026. A governadora entrou na fase mais delicada da montagem da chapa majoritária. Além de organizar a própria candidatura à reeleição e definir o nome para vice-governador, ela precisa construir uma composição capaz de preservar a unidade da base aliada e evitar desgastes políticos.
Quatro nomes disputam as indicações
A corrida pelas vagas ao senado reúne lideranças de diferentes grupos políticos. Nesse cenário, o senador Fernando Dueire defende sua permanência na chapa e trata a reeleição como um caminho natural. Segundo ele, o mandato exige compromisso com Pernambuco e uma visão ampla dos interesses do estado.
“Não me sinto fazendo política distrital, porque tenho um olhar federativo, um olhar para o conjunto. Desenvolvi isso. Tenho um olhar amplo. É nisso que encontro meu propósito”, afirmou o senador.
Nos bastidores, o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) utiliza o peso político da federação União Progressista para fortalecer sua indicação. Além disso, ele conta com apoio expressivo dentro da estrutura partidária e aparece como favorito na disputa interna.
Miguel Coelho também busca espaço na composição. O ex-prefeito de Petrolina, que até recentemente mantinha proximidade política com João Campos, passou a integrar o grupo da governadora. Atualmente, ele aposta na influência que construiu no Sertão para defender seu nome. Contudo, disputa a preferência da federação com Eduardo da Fonte. Ainda assim, aliados reconhecem a vantagem do deputado federal, que preside a União Progressista em Pernambuco.
Outro nome que busca espaço na chapa é o deputado federal Túlio Gadêlha. Próximo da governadora, ele já circula como pré-candidato ao Senado. Seus aliados destacam a capacidade de diálogo com o presidente Lula e defendem seu papel como ponte entre Brasília e o governo estadual. Por outro lado, integrantes da Frente Popular garantem que Lula tende a apoiar a chapa liderada pelo prefeito João Campos.
Pelo menos uma vaga vai para a União Progressista
Raquel Lyra já sinalizou uma diretriz importante para as negociações. A governadora pretende aceitar apenas uma indicação da federação União Progressista para a chapa. Dessa forma, preserva margem de manobra para escolher a segunda vaga ao senado e manter o equilíbrio entre os diferentes grupos políticos que integram sua aliança.
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