
O ex-presidente da República Michel Temer (MDB) declarou oficialmente, nesta segunda-feira (5), o seu posicionamento político. Sendo assim, Temer apoia Flávio Bolsonaro (PL) para o segundo turno da disputa presidencial. Além disso, o emedebista realizou o anúncio por meio de um vídeo e de uma nota oficial nas redes sociais. Consequentemente, a decisão movimentou o cenário nacional após o encerramento da primeira etapa do pleito.
Detalhes do atual cenário eleitoral
A princípio, a disputa para a presidência do país ganhou novos contornos. De fato, o candidato do PL enfrentará Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição. No primeiro turno, o representante conservador obteve mais de 56 milhões de votos. Portanto, ele alcançou a marca de 47,03% da preferência do eleitorado.
Por sua vez, o candidato petista conquistou 53,8 milhões de votos. Em suma, esse número totaliza 45,15% dos votos válidos. Vale destacar que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já contabilizou 100% das urnas em todo o território nacional.
Por que Temer apoia Flávio Bolsonaro?
Segundo o pronunciamento público, Michel Temer argumentou que o resultado das urnas refletiu o desejo da população por mudanças. Do mesmo modo, o ex-chefe do Executivo destacou a forte renovação institucional. Para ele, esse sentimento ficou evidente tanto na votação majoritária quanto na atual composição do Congresso Nacional.
“A sociedade não quer fórmulas repetidas e discursos grosseiros. Quer novas ideias, novas atitudes, novos projetos e um caminho diferente”, declarou o político em nota. Por isso, o documento oficial confirma que Temer apoia Flávio Bolsonaro na reta final da campanha.
Histórico político do ex-presidente
Atualmente com 86 anos, Michel Temer possui uma longa trajetória na política brasileira. Em primeiro lugar, ele assumiu a Presidência da República entre os anos de 2016 e 2019. Na época, a posse ocorreu após o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Anteriormente, o político atuou como vice-presidente nas chapas conjuntas dos pleitos de 2010 e 2014.
Por fim, a gestão do emedebista acumulou episódios importantes no cenário jurídico. Por exemplo, no ano de 2017, o então presidente indicou o ministro Alexandre de Moraes para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF).







