Atuação do conselheiro tutelar de Inajá é defendida pelo profissional, que nega irregularidades, contesta as acusações e afirma ter agido para proteger as crianças durante a ocorrência

Após a publicação da reportagem sobre a denúncia de suposta atuação irregular durante uma ocorrência envolvendo uma família em Inajá, no Sertão do Moxotó, o conselheiro tutelar citado entrou em contato com o Portal Panorama para apresentar sua versão dos fatos.
Segundo o conselheiro, no dia 30 de janeiro de 2026 ele recebeu uma denúncia de maus-tratos contra crianças e se deslocou ao endereço apenas para notificar a mãe a comparecer ao Conselho Tutelar.
De acordo com o relato apresentado por ele, ao chegar ao local encontrou a mulher em estado de embriaguez e o imóvel em condições insalubres. O conselheiro afirma ainda que foi convidado pela própria genitora a entrar na residência para que ela assinasse a notificação, situação. Que, segundo ele, teria sido presenciada por um homem que também estava no imóvel.
Ainda conforme sua versão, os demais integrantes do Conselho Tutelar foram acionados, mas estavam indisponíveis naquele momento. O conselheiro informou que policiais militares chegaram ao local durante a ocorrência e acompanharam toda a atuação.
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Segundo ele, diante da situação encontrada e visando resguardar a integridade física e psicológica das crianças, foi aplicada medida de proteção consistente no encaminhamento temporário dos menores aos familiares mais próximos até que a mãe estivesse em condições de reassumir os cuidados.
O conselheiro nega ter agido fora das atribuições legais da função e afirma que todas as medidas adotadas tiveram como objetivo garantir a proteção das crianças.
Sobre a acusação de favorecimento ao pai dos menores em razão de uma suposta amizade, o conselheiro também nega qualquer parcialidade. Ele afirma que, por se tratar de um município de pequeno porte, conhece diversas famílias da cidade, mas sustenta que não possui vínculo de amizade capaz de interferir em sua atuação profissional.
O profissional também contestou a informação de que sua atuação estaria relacionada à disputa pela guarda das crianças. Segundo ele, a discussão sobre a guarda é uma questão entre as famílias envolvidas e não faz parte das atribuições do Conselho Tutelar.
Além disso, o conselheiro informou que registrou um boletim de ocorrência por calúnia contra a denunciante e que já constituiu advogado para adoção das medidas judiciais que considerar cabíveis.
Em sua manifestação ao Portal Panorama, o conselheiro declarou:
“Ressalto meu compromisso, ética profissional e seriedade em todas as minhas atuações.”
A reportagem permanece acompanhando o caso e publicará novos desdobramentos à medida que houver manifestações das autoridades competentes ou decisões judiciais relacionadas ao episódio.
O CASO: Mãe denuncia suposta atuação irregular de conselheiro tutelar em Inajá
Denúncia aponta atuação irregular de conselheiro de Inajá e caso será apurado pelos órgãos competentes
Uma mãe denunciou a suposta atuação irregular de um conselheiro tutelar de Inajá, no Sertão do Moxotó, durante uma disputa pela guarda de seus dois filhos. Conforme a denúncia, o conselheiro teria favorecido o pai das crianças em razão de uma suposta relação de amizade entre ambos.
De acordo com a denunciante, o conselheiro teria adotado medidas de forma individual, sem autorização ou deliberação do colegiado do Conselho Tutelar. A mãe registrou um boletim de ocorrência, comunicou o caso ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) e ingressou com uma ação judicial para apuração dos fatos.
Conforme o boletim de ocorrência, a mãe relatou que estava em casa, acompanhada de familiares e amigos, quando o conselheiro chegou ao local para averiguar uma denúncia de que ela estaria consumindo bebida alcoólica na presença dos filhos.
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Ainda de acordo com o registro policial, o conselheiro entrou na residência, realizou fotografias e filmagens do ambiente e, com o apoio de policiais militares, entregou as crianças aos avós paternos. A justificativa apresentada teria sido a permanência dos menores com os familiares durante o fim de semana.
Posteriormente, conforme consta no boletim de ocorrência, a mãe compareceu ao Conselho Tutelar na data agendada, onde os demais conselheiros realizaram o atendimento. Após analisarem o caso, os integrantes do colegiado concluíram que não havia elementos que justificassem a manutenção do afastamento das crianças da mãe. Eles, então, determinaram o retorno imediato dos menores ao convívio materno.
Apesar da decisão colegiada, a denunciante afirma que o mesmo conselheiro encaminhou fotografias e informações sobre o caso à Defensoria Pública. A mulher relatou que o profissional teria informado a ela que o Conselho Tutelar deliberaria pela existência de negligência materna. De acordo com a denunciante, tal fato não corresponde à decisão tomada pelos demais conselheiros.
A mulher também alega ser vítima de perseguição. Ela ainda sustenta que o conselheiro atua de forma parcial devido à suposta amizade que mantém com familiares de seu ex-companheiro.
Denúncia foi formalizada
Diante dos fatos, a mãe registrou boletim de ocorrência e formalizou denúncias junto ao próprio Conselho Tutelar. Junto, também, ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA). Além disso, a mãe constituiu advogado e ingressou com uma ação judicial para pedir a apuração da conduta do conselheiro. Caso a Justiça constate irregularidades, ela requer a adoção das medidas cabíveis.
O que disse o Conselho Tutelar
Procurado pela reportagem, o Conselho Tutelar de Inajá informou que não se responsabiliza por eventuais atos praticados individualmente por seus integrantes que extrapolem as atribuições legais da função. O órgão confirmou o recebimento da denúncia apresentada pela mãe. Informou que vai encaminhar o caso aos setores competentes para análise e destacou que, até o momento, não divulgou nota oficial sobre o episódio.







