VÍDEO: Método de alfabetização que viralizou nas redes já era aplicado em Arcoverde
Professor da EJA em Arcoverde utiliza técnica de alfabetizar semelhante à que viralizou nas redes sociais recentemente

A repercussão nacional de um vídeo que mostra um professor utilizando a técnica fônica para alfabetizar alunos trouxe à tona uma experiência semelhante desenvolvida em Arcoverde. O educador Dayvison Amaral, professor da Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Escola Municipal João Batista, já aplicava estratégias baseadas nos sons das letras e sílabas. Em Arcoverde a prática era aplicada antes mesmo da viralização do conteúdo nas redes sociais.
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O vídeo que ganhou destaque recentemente chamou a atenção de educadores e internautas ao apresentar uma metodologia simples e dinâmica para auxiliar no processo de aprendizagem da leitura e da escrita. Após a ampla divulgação do conteúdo, usuários das redes sociais resgataram registros de aulas ministradas por Dayvison e identificaram semelhanças.
Nos vídeos publicados anteriormente, o professor aparece trabalhando associações fonéticas, reconhecimento auditivo e visual das letras. Além de atividades com músicas, repetições e exercícios voltados à alfabetização. A metodologia busca fortalecer a compreensão dos sons que compõem as palavras. Desse modo, facilitando o aprendizado dos estudantes.
Segundo Dayvison Amaral, o método fônico tem contribuído significativamente para o desenvolvimento dos alunos da EJA.
“A Educação de Jovens e Adultos possui desafios próprios. Muitos estudantes chegam à sala de aula após anos afastados da escola e precisam reconstruir sua relação com a leitura e a escrita. Trabalhar os sons das letras e das sílabas ajuda bastante nesse processo”, afirma o professor.
Além das atividades voltadas à alfabetização, o educador procura relacionar os conteúdos à realidade dos estudantes. As aulas abordam temas ligados ao meio ambiente, saúde, cultura, leitura e vivências comunitárias. Assim, tornando o aprendizado mais próximo do cotidiano dos alunos.
Com formação em Enfermagem e Pedagogia, Dayvison destaca que a alfabetização vai além da simples repetição de conteúdos e exige acolhimento e respeito à trajetória de cada estudante.
“A alfabetização não acontece apenas pela repetição. Ela acontece quando o aluno se sente acolhido, valorizado e percebe sentido no que está aprendendo”, ressalta.
Na Escola Municipal João Batista, as aulas noturnas atendem jovens, adultos e idosos que decidiram retomar os estudos em busca de novas oportunidades.
Embora o método tenha ganhado projeção nacional por meio de um vídeo recente, a experiência desenvolvida em Arcoverde evidencia que práticas semelhantes já fazem parte da rotina de educadores em diferentes regiões do país. Para os alunos, no entanto, o reconhecimento mais importante continua acontecendo dentro da sala de aula, por meio da conquista da leitura, da escrita e da autonomia, resultados que transformam vidas diariamente.
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