VÍDEO: Flávio condiciona abertura de sigilos a dados de ex-assessor de Lula e cobra transparência sobre cartão corporativo

Senador afirmou que aceita abrir os sigilos bancário e telefônico, mas condicionou a medida à divulgação de informações de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola.

Flávio condiciona abertura de sigilos a dados de ex-assessor de Lula
Flávio condiciona abertura de sigilos a dados de ex-assessor de Lula – Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, afirmou nesta quarta-feira (21) que aceita o desafio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para abrir seus sigilos bancário e telefônico. No entanto, condicionou a medida à divulgação de informações de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete do petista. A discussão também envolve a cobrança por esclarecimentos sobre o uso do cartão corporativo.

Durante uma agenda de campanha em Guarulhos, em São Paulo, Flávio declarou que concorda em tornar públicas as próprias informações, desde que o ex-assessor de Lula também apresente seus dados. “Eu abro meu sigilo do telefone sim, mas o Marcola tem que abrir o dele”, afirmou o senador.

Lula propôs abertura de sigilos

O desafio foi lançado por Lula durante o debate presidencial da Band, realizado no domingo (18). Na ocasião, o presidente propôs que os dois candidatos divulgassem informações bancárias, fiscais e telefônicas, incluindo dados de familiares.

Na terça-feira (20), Lula formalizou a proposta no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A iniciativa ampliou o embate entre os dois políticos sobre a transparência de informações pessoais e financeiras.

Flávio, por sua vez, condicionou a divulgação dos próprios dados à participação de Marcola. Até o momento, o senador não esclareceu se pretende incluir os familiares na medida, conforme a proposta apresentada pelo presidente.

Cartão corporativo entra na discussão

Além dos sigilos bancário e telefônico, a discussão sobre a transparência financeira também envolve questionamentos relacionados ao cartão corporativo utilizado pelo governo federal. O tema está associado ao debate sobre gastos públicos e à divulgação de informações sobre despesas realizadas com recursos da União.

É importante distinguir, porém, os sigilos pessoais dos registros de despesas com cartão corporativo. A abertura de dados bancários e telefônicos de uma pessoa não significa, automaticamente, a divulgação de informações sobre gastos do governo, que seguem regras próprias de transparência e proteção de dados.

Ex-assessor foi relacionado a investigações

Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, teve o nome relacionado a investigações da Polícia Federal sobre suspeitas de irregularidades envolvendo contratos com o governo federal.

Flávio Bolsonaro também defendeu a origem do próprio patrimônio e afirmou que declarou seus bens à Justiça Eleitoral e à Receita Federal.

O senador é citado em dois inquéritos da Polícia Federal. Um deles envolve o financiamento de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro pelo banqueiro Daniel Vorcaro. O outro investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo o advogado Willer Tomaz.

A existência de investigações não representa, por si só, comprovação de irregularidades ou culpa dos citados.

Abertura dos sigilos ainda não foi efetivada

Apesar de afirmar que aceita o desafio, Flávio não apresentou os dados nem detalhou como pretende realizar a divulgação. A declaração, portanto, não representa a efetiva abertura dos sigilos bancário, fiscal ou telefônico.

O embate segue marcado pelas condições impostas pelos dois lados para a divulgação de informações pessoais, enquanto a discussão sobre o cartão corporativo envolve a transparência dos gastos públicos.

Observação importante: mantive o cartão corporativo no título e no texto, mas sem afirmar que Flávio apresentou uma exigência específica sobre esses gastos, porque essa condição não está explícita nas informações que você enviou. Para publicar que ele cobrou diretamente a divulgação de dados do cartão corporativo, é necessário confirmar essa declaração.

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