VÍDEO: Quilombo Mundo Novo, em Buíque, recebe Pernambuco Meu País

Região de Buíque abriga cerca de 700 moradores e recebeu a oficina Quilombo Mundo Novo que uni cultura, ancestralidade e gastronomia

Quilombo Mundo Novo em Buíque
Quilombo Mundo Novo em Buíque – Foto: Reprodução

O Quilombo Mundo Novo, em Buíque, recebeu nesta sexta-feira (21), pelo segundo ano consecutivo, atividades do Festival Pernambuco Meu País. A comunidade, que reúne cerca de 700 moradores, foi um dos territórios contemplados pelo País da Cultura Alimentar, que promoveu vivências voltadas à valorização da cultura, da tradição e dos saberes ancestrais.

A programação contou com duas oficinas: “Sulamita Santos com a intervenção artística com formação: Raízes e Redes” e “Práticas Alimentares Ancestrais no Quilombo Mundo Novo”. As atividades aproximaram os participantes dos conhecimentos preservados pela comunidade ao longo de gerações.

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A programação também promoveu um intercâmbio de saberes entre mulheres do território. Marisqueiras compartilharam conhecimentos e preparos tradicionais com mulheres do roçado, que preservam práticas relacionadas ao cultivo da mandioca, da farinha e da produção de alimentos.

  • Quilombo Mundo Novo em Buíque
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A vivência destacou a história de resistência do Quilombo Mundo Novo, formada por gerações descendentes de pessoas que enfrentaram a escravidão e mantiveram seus costumes e conhecimentos vivos.

“O nosso quilombo foi criado por um homem escravizado que se estabeleceu nestas terras após fugir do município de Palmares. O nome dele era Antônio Beserra, meu bisavô”, relatou Pamela Beserra, de 29 anos, uma das representantes da comunidade.

Segundo Pamela, a população quilombola precisou manter seus costumes em meio à necessidade de se esconder para evitar novas situações de escravização.

“Por muitos anos o nosso povo precisou se esconder para não ser escravizado de novo. Hoje, temos em nossa terra o Festival Pernambuco Meu País levando nossa cultura para o mundo”, afirmou.

Além dos moradores do Mundo Novo, a programação reuniu representantes do Quilombo Castainho, de Garanhuns, e um coletivo de pescadores do município de Paulista, na Região Metropolitana do Recife. O encontro ampliou a troca de experiências entre diferentes comunidades e grupos tradicionais de Pernambuco.

“Estamos recebendo Pernambuco todo em nossa terra”, destacou Pamela.

Para a diretora-geral do festival, Carla Pereira, a realização das atividades fora dos grandes centros busca ampliar o acesso à cultura e valorizar os territórios. “As atividades fora do centro das cidades têm como objetivo descentralizar o acesso à cultura, além de potencializar os territórios”, afirmou.

A diretora também destacou a relação construída com a comunidade. “O Quilombo Mundo Novo nos recebeu com muita alegria e festa, o que já virou uma tradição. Viemos ano passado, retornamos em 2026 e esperamos voltar aqui mais vezes”, completou.

Programação também movimentou o centro de Buíque

Ainda nesta sexta-feira (21), a Praça Major França, no centro de Buíque, recebeu atividades do País das Brincadeiras e do País das Conexões Urbanas. A programação reuniu principalmente alunos da rede municipal de ensino e ofereceu atrações para diferentes faixas etárias.

Entre as apresentações do País das Brincadeiras estiveram Luanda Ruanda, Reprisódias, O Matuto e A Mágica é Arte que Faz Encantar.

Já o País das Conexões Urbanas contou com apresentações de Sarayvara e do Coletivo Cênico Onã, com o espetáculo Onã.

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